A aposentadoria do médico envolve questões comuns como contribuição e tempo de trabalho, mas também envolve uma questão extra: a aposentadoria especial.
A aposentadoria é uma etapa importante na vida de qualquer profissional e, para os médicos, esse momento não é diferente, sendo um tema de grande relevância não apenas para os profissionais da saúde, mas também para a sociedade em geral.
Com o aumento da expectativa de vida e as mudanças nas políticas de saúde, compreender os direitos, benefícios desses profissionais é essencial.
Então vem com a gente e descubra tudo sobre a aposentadoria do médico!
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Como funciona a aposentadoria dos médicos e quais as modalidades de vínculo com a Previdência?
A aposentadoria do médico se encaixa na modalidade de aposentadoria especial, mas isso pode depender de alguns detalhes básicos
Além disso, a questão “médico se aposenta com quantos anos?”, pode não ser tão importante quanto a necessidade de saber a área de atuação do médico em questão.
São três as modalidades de vínculo que um médico pode ter com a Previdência Social:
- Servidor Público: aquele médico que trabalha para a Administração Pública (em nível municipal, estadual, federal…)
- Empregado: geralmente atuando em uma clínica ou hospital, é aquele que trabalha vinculado a uma pessoa jurídica da iniciativa privada;
- Contribuinte individual: o médico que trabalha “por conta própria”, podendo atuar como autônomo, profissional liberal, prestador de serviço ou empresário).
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Aposentadoria especial dos Médicos
Uma das principais vantagens que os médicos têm ao pensar na aposentadoria é a possibilidade de se beneficiarem da aposentadoria especial.
Este é um benefício previdenciário para os profissionais que trabalham em condições que os expõem constantemente a agentes nocivos.
Na prática, isso significa que médicos, frequentemente sujeitos a riscos que podem comprometer a saúde e a integridade física ao longo do tempo, podem ter acesso a essa modalidade de aposentadoria.
Na área da Medicina, a exposição a agentes nocivos é uma realidade comum e pode variar de acordo com a especialidade médica.
Mas para se qualificar para a aposentadoria especial, é necessário comprovar essa exposição com base na legislação vigente durante o período de exercício das atividades.
A legislação exige que o profissional demonstre a exposição a agentes nocivos por um tempo específico, sendo que cada agente tem um período de exposição previsto pela lei.
Além da comprovação da exposição, o médico precisa cumprir alguns pré-requisitos adicionais, como um determinado tempo de contribuição, por exemplo.
Vale lembrar que a comprovação dessa atividade de risco deve ser feita por meio de Laudos Técnicos de Condições Ambientais (LTCATs).
Mas também pode haver necessidade ou outros documentos que atestem a presença dos agentes insalubres ou perigosos no ambiente de trabalho.
É crucial que os médicos se mantenham informados sobre possíveis reformas e mudanças nas leis previdenciárias.
Isso porque as alterações na legislação podem impactar diretamente as regras da aposentadoria especial.

Aposentadoria com vínculo ao serviço público
A aposentadoria para médicos que possuem vínculo com o serviço público possui regras específicas.
Assim, para solicitar a aposentadoria, é necessário ter pelo menos 25 anos de serviço no cargo.
Além disso, o médico deve alcançar um total de 86 pontos, que é a soma da idade e do tempo de contribuição.
Importante destacar que o tempo de contribuição ao INSS anterior ao cargo público também pode ser incluído nessa soma.
Mesmo que o profissional não tenha trabalhado no serviço público durante esse período.
Outro requisito essencial é ter, no mínimo, 20 anos de exercício efetivo da profissão no serviço público.
No entanto, pelo menos 5 desses anos devem ser no cargo em que se busca a aposentadoria.
Essas regras são aplicáveis tanto para homens quanto para mulheres, e a idade mínima para a aposentadoria de ambos os sexos é de 60 anos.
Aposentadoria para Médicos que Contribuem ao INSS
A aposentadoria para médicos que trabalham em instituições privadas ou que possuem consultórios e clínicas próprias oferece diversas vantagens e oportunidades.
Se você é um médico que contribui ao INSS, há várias formas de garantir uma aposentadoria segura e vantajosa.
Em primeiro lugar, é importante saber que os médicos podem utilizar o tempo registrado na Carteira de Trabalho e a residência médica para contar no tempo de contribuição necessário para a aposentadoria.
Além disso, mesmo os médicos autônomos têm a possibilidade de se aposentar, desde que cumpram certos requisitos.
Para isso, é necessário que, dos 25 anos de trabalho, pelo menos 15 anos tenham sido de contribuições regulares e sem atrasos.
Outra vantagem é que, desde 2003, os serviços prestados por meio de convênios e planos de saúde são automaticamente recolhidos pelas próprias operadoras.
Isso significa que os médicos que têm contratos com essas entidades desde essa data também podem contar com essas contribuições para o cálculo da aposentadoria.
É importante notar que essas regras de aposentadoria também se aplicam a técnicos em enfermagem e a outros profissionais da saúde que contribuem ao INSS.
Portanto, independentemente do seu cargo ou especialidade, estar bem informado sobre suas contribuições e direitos é essencial para planejar uma aposentadoria tranquila e segura.
Um médico pode ter mais de uma aposentadoria?
Os médicos têm uma particularidade interessante quando se trata de aposentadoria:
Eles podem ter direito a até três aposentadorias distintas, desde que cumpram os requisitos necessários.
Vamos ilustrar com um exemplo prático.
Imagine que você conclua a graduação e a residência médica, e posteriormente ingresse em um programa de doutorado em uma instituição federal, atuando como pesquisador.
Após a conclusão, você se torna professor na mesma instituição e, paralelamente, decide abrir uma clínica para atuar em sua especialidade de formação.
Nesse cenário, você estará vinculado a três diferentes regimes previdenciários:
O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de seu estado, o RPPS da União (referente à instituição onde leciona), e o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), gerido pelo INSS, relacionado à sua clínica particular.
Cada um desses regimes permite que você solicite uma aposentadoria, totalizando três possíveis aposentadorias.
Importante ressaltar que essa possibilidade está de acordo com a lei, exceto no caso de acumulação de dois cargos públicos.
Por exemplo, você não poderia obter três aposentadorias se tivesse dois cargos de professor em diferentes instituições federais.
Dada a complexidade das regras e a variedade de detalhes envolvidos, é essencial começar a planejar a aposentadoria o quanto antes.
Um planejamento cuidadoso garante que você possa aproveitar ao máximo os benefícios previdenciários disponíveis para a profissão médica.
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FAQ – Saiba mais sobre aposentadoria do médico
A idade mínima para aposentadoria do médico varia de acordo com o gênero e o tipo de aposentadoria escolhida. Para homens, a idade mínima geralmente é de 65 anos, enquanto para mulheres, pode ser de 60 ou 61 anos.
O tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria do médico também varia de acordo com o tipo de aposentadoria escolhida. Em geral, é necessário ter pelo menos 15 anos de contribuição para a aposentadoria por idade e 35 anos para a aposentadoria especial.
A aposentadoria especial é concedida ao médico que exerceu sua profissão em condições consideradas especiais, como exposição a agentes nocivos à saúde. Essa modalidade de aposentadoria permite que o médico se aposente com tempo de contribuição reduzido.
O médico aposentado tem direito a diversos benefícios, como pagamento mensal da aposentadoria, auxílio saúde, pensão por morte, auxílio funeral e licença-prêmio.
Para se preparar para a aposentadoria do médico, é importante começar a planejar cedo, calcular o valor da aposentadoria, aumentar as contribuições, investir os recursos e buscar orientação profissional.
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Supervisora de Operações Legais e advogada de formação, Melyssa Diniz escreve artigos para o Portal da Resolvvi sobre nome negativado, facilitando informações sobre tudo que os consumidores precisam saber.